Impostômetro chega a R$ 1 trilhão – Jornal da Cidade de Bauru

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    por Tisa Moraes

    Um trilhão de reais. É esta a volumosa quantia em dinheiro que o brasileiro pagou de impostos desde o início do ano até hoje. A marca deverá ser alcançada por volta das 12h20, conforme previsão da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

    Deste total, os bauruenses foram responsáveis por desembolsar mais de R$ 333,9 milhões. Para chamar atenção da população sobre a elevada carga tributária, a Associação Comercial de Bauru promoverá uma mobilização ao longo de todo o dia de hoje (leia mais no texto abaixo).

    A presidente da entidade, Patrícia Rossi, destaca que, no ano passado, o patamar de R$ 1 trilhão foi alcançado somente no dia 10 de julho, mostrando que, mesmo com o desaquecimento da economia, a arrecadação de impostos em 2015 ocorreu de forma mais acelerada. Curiosamente, em Bauru o fenômeno não se repetiu.

    O valor de R$ 333,9 milhões, segundo o impostômetro, foi registrado 15 dias antes. “Uma explicação possível é que, em um momento de crise, muitas empresas reduzem seu quadro de funcionários e até mesmo fecham as portas, o que, por consequência, faz com que a arrecadação de impostos seja menor”, pondera.

    Em 2014, entre 1º de janeiro e 29 de junho, R$ 362 milhões haviam sido arrecadados de impostos em Bauru e R$ 945,8 bilhões no País. Para o economista Wagner Ismanhoto, o valor maior deste ano está relacionado ao aperfeiçoamento dos sistemas de cobrança de tributos, que vêm combatendo, com significativa eficiência, a sonegação fiscal.

    “Hoje as pessoas sabem que, se deixarem de informar sua renda, poderão cair na malha fina. Da mesma forma, os pequenos empresários que ficavam na informalidade começaram a se regularizar. Tudo isso contribui para o aumento da arrecadação”, enumera.

    Impacto

    Segundo Ismanhoto, outro fator que elevou o volume de tributos pagos  foi a suspensão gradativa de alguns subsídios antes oferecidos, como a redução de impostos para compra de automóveis, materiais de construção e produtos de linha branca (geladeira, fogão, máquina de lavar roupas, entre outros). “Desta forma, mesmo com a atividade econômica mais baixa, a arrecadação se manteve”, acrescenta.

    A presidente da Acib destaca, contudo, que em um momento de crise, uma carga tributária tão elevada pode ser determinante para a falência das empresas, que já reduziram margens de lucro e iniciaram processo de demissão de funcionários como medida de sobrevivência. “Algumas, de fato, acabam fechando num momento difícil como este.”

    Em razão do impacto que esta voracidade arrecadatória provoca não apenas no empresariado, mas em todo cidadão, a associação realizará uma atividade, hoje, para conscientizar sobre a importância de a população cobrar racionalização do setor público, como medida para reduzir a carga tributária sem prejudicar os investimentos. “Pagando tantos impostos, os brasileiros deveriam ter serviços públicos de qualidade, na área de educação, saúde. Mas todos nós sabemos que, infelizmente, não é isso o que acontece”, finaliza.

    Ponto de referência

    Implantado em 2005 pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) no centro de São Paulo, o Impostômetro virou ponto de referência em todo o Brasil. O painel tem o objetivo de conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária e incentivá-lo a cobrar os governos por serviços públicos de qualidade. Pelo portal www.impostometro.com.br é possível descobrir o que dá para fazer com o dinheiro e o montante arrecadado em um período ou em uma cidade. 

    Barraca junina revelará impostos dos produtos

    Hoje é Dia de São Pedro, santo conhecido por fazer chover. Por esta razão, com o tema “Arraiá do Trilhão – São Pedro… Socorro! Tá chovendo imposto”, a Associação Comercial de Bauru (Acib) promoverá uma mobilização ao longo de todo o dia para chamar a atenção para a marca de R$ 1 trilhão do Impostômetro.

    A ação será realizada em todo o Estado, sob coordenação da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Em Bauru, um espaço será montado nas dependências da Acib, que fica na rua Bandeirantes,8-78, para simular uma barraca de festa junina com diversos itens típicos da festa.

    Neste estande, os consumidores poderão ver o volume de impostos embutidos em cada produto. O tradicional quentão e os fogos de artifício lideram a lista: 61,56% do preço final desses produtos são compostos por impostos.

    Para quem gosta de tomar um vinho quente para comemorar as festividades de São João, o sabor é de ressaca. Mais da metade do preço da bebida (54,73%) é puramente tributação. E se beber sem pagar caro não é fácil, montar uma mesa apetitosa e com quitutes de qualidade também é um problema.

    Os preços do amendoim, da canjica e da pipoca, por exemplo, são compostos em mais de um terço por impostos – 36,54%, 35,38% e 34,99%, respectivamente. Já o pinhão é tributado em 24,07% – tendo sido o menos taxado entre os itens da pesquisa.

    O levantamento, encomendado ao Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), também avaliou a carga tributária de acessórios típicos. O chapéu de palha, tradicional símbolo dessa época festiva, é tributado em 33,95%. Já o preço da camisa é composto em 34,67% de impostos.

     
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    Reprodução/Éder Azevedo
    Reprodução de imagem do site www.impostometro.com.br, feita às 21h45 de ontem, mostra o valor superior a R$ 996 bilhões que já haviam sido alcançados com o pagamento de impostos

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